FRENTE PELA VIDA: jogo jogado não se mexe na regra
Circulou a notícia, em seguida desmentida pelo presidente do TSE, de que o Tribunal preparara uma proposta para suspender canais políticos de WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao segundo turno. A poucos dias de uma eleição decisiva para o futuro do Brasil, uma restrição dessa magnitude representaria uma interferência profundamente preocupante na liberdade de expressão, na participação política e na própria legitimidade do processo democrático.
Não aceitaremos nem esta e nem qualquer medida que modifique as regras do jogo, em que milhões de cidadãos sejam privados ou limitados em sua liberdade de expressão, justamente no momento em que o debate público se intensifica.
A Justiça Eleitoral existe para assegurar a liberdade e a igualdade da disputa, não para impor restrições generalizadas que possam afetar a participação dos cidadãos.
A democracia não admite improvisações autoritárias, censura preventiva nem mudanças casuísticas às vésperas das urnas. O voto precisa ser livre, informado e protegido de interferências indevidas. Nenhuma autoridade pode tratar a comunicação política legítima como uma ameaça a ser eliminada. A eleição pertence ao povo brasileiro. Cabe à Justiça garantir que sua voz seja respeitada, não silenciada. A Frente pela Vida permanecerá atenta até o final do pleito, no seu dever civil de resguardar a lisura do processo, e denunciar qualquer medida que posso significar intervenção indevida, mesmo que venha do TSE.
FRENTE PELA VIDA - Brasília, 21.10.2026